Como montar uma lista de presentes que as pessoas usam
Uma lista que funciona tem itens em faixas de preço variadas e mais opções do que convidados, para quem chega por último ainda ter escolha. O erro mais comum é colocar só itens caros: o convidado que não pode gastar aquilo simplesmente não escolhe nada e leva outra coisa.
Lista de presente existe para resolver um problema do convidado, não do anfitrião: ele quer acertar, e não sabe do que você precisa.
Varie a faixa de preço — e comece por baixo
A lista só com itens caros esvazia: quem não pode gastar aquilo prefere comprar por fora a se sentir mal escolhendo o mais barato. Ter opções em várias faixas dá a cada um a chance de participar sem constrangimento.
Uma proporção que funciona: metade dos itens acessíveis, um terço no meio, o resto para quem quiser se juntar ou gastar mais.
Mais itens do que convidados
Se você tem trinta convidados e vinte itens, os últimos a olhar encontram só o que sobrou — e sobra sempre o que ninguém quis. Uma lista com mais opções do que gente deixa escolha real para quem chega por último.
Diga por que, não só o quê
"Jogo de panelas" é uma linha. "Jogo de panelas — as nossas são do apartamento antigo" é um convite a participar de alguma coisa. Onde couber uma frase, ela vale mais que a foto.
O erro mais comum: montar a lista tarde demais
Muita gente monta a lista depois de mandar o convite, e aí precisa mandar tudo de novo. Quando a lista está pronta antes, ela chega junto — e o convidado resolve o presente no mesmo momento em que confirma presença, que é quando ele está pensando na festa.
Deixe claro que não é obrigatório
Uma frase nos recados do convite resolve: "a lista é só uma ideia, sua presença já basta". Sem isso, parte dos convidados lê a lista como uma cobrança — e alguns deixam de confirmar por causa disso.
Cuide da lista durante a festa também
Se alguém desistir de um item, ele precisa voltar para a lista. E se você comprar você mesmo alguma coisa, tire da lista — nada frustra mais um convidado do que descobrir na festa que comprou o que já existia.